STELION™ · Ghost · Curitiba, PR
Giuliano Marchiorato fundou seu escritório em Curitiba em 2016. Aos 28 anos, já havia coletado mais de dez prêmios internacionais. Estudou na Universidade Positivo, passou por Oxford e por escritórios como o de Jayme Bernardo antes de abrir o próprio caminho.
A premissa do escritório foi clara desde o início. Boutique, time enxuto, no máximo dez projetos rodando ao mesmo tempo. Menos quantidade, mais cuidado. É uma postura que se traduz em projetos contemporâneos, sem excessos, com fôlego para incorporar arte e design brasileiros sempre que o cliente permite.
O novo escritório, com 45 m², foi desenhado a partir dessa mesma escola. Não é a obra do arquiteto que precisa exibir sua arquitetura. É o espaço de trabalho que precisa apenas funcionar. Por isso, o projeto parte de uma paleta neutra, de uma marcenaria branca rigorosa e de um teto em concreto exposto que devolve à sala a memória estrutural do edifício.
Sobre essa base sóbria, o piso STELION™ Ghost ocupa toda a área. Um cinza claro e levemente acinzentado, calmo o suficiente para sumir e presente o suficiente para acolher o branco da marcenaria, a textura crua do concreto e a luz natural que entra pelas aberturas existentes.
O Ghost não é uma cor que disputa. É uma cor que escuta. Funciona como base contínua, monolítica e silenciosa, que faz com que cada decisão do escritório seja lida em primeiro plano. Move bicicleta, gira cadeira, recebe cliente, e segue intacto.
A continuidade do STELION™ também resolve um problema clássico de escritório pequeno. Sem juntas, sem rejunte, o piso amplia a leitura visual do espaço e dissolve a sensação de compartimentação. Os 45 m² parecem maiores porque o olho percorre sem encontrar emenda.
No fim, o novo escritório do Marchiorato é a tradução material do método dele. Pouco material, escolha precisa, escala pequena, qualidade obsessiva. Uma sala que respeita o trabalho que acontece dentro dela.
E é também, em silêncio, um terreno comum entre dois escritórios que pensam parecido. A Monofloor entrega exatamente o que o método de Giuliano pede: menos visível, mais útil.